miércoles, 31 de marzo de 2010

Sou Vida


Abraça-me bruma da tarde
Refresca-me desta viagem
Abraça-me com saudade
Dá um descanso á minha imagem
Sou vida de terras sem fronteiras
Sou alimento de gentes com maneiras
A minha viagem chegou ao fim
Sou a calma de almas atormentadas
Sou poço de lágrimas guardadas
Isto é o que resta de mim
Sou o Lima
Sou aquele que te mima

lunes, 29 de marzo de 2010

SOU COMO TU


Passeando um dia pelo campo encontro-me com um frondoso e grande Castanheiro.
Pasmado com o que via, pois tinha uma enorme e frondosa sombra,que nos acariciava, nos dias quentes de verao, com uma doce e fresca brisa.Aproximando-me vou-me precatando que tem um caule de umas dimensoes pouco comuns,pois só se poderia rodear num abraço de três pessoas como eu, e aproveitando-me da sombra,tentei refugiar-me das açoites que o sol me infligia, como chicotadas de um cabo de aço em brasa, sobre a minha pele.
Sentando-me de costas contra o caule, enquanto me repunha lentamente da dor, que me havia infligido o Sol como se de um castigo Divino se tratara,pus me a olhar ao redor reparando que estava repleto de ouriços abertos,de onde sobressaíam suculentas e grandes castanhas, e olhando por cima da minha cabeça, vejo o mesmo,grandes ouriços pendurados do tamanho batatas.Levanto-me para observar com mais detalhe tal Obra de Deus, quando ouço uma voz doce e forte que se dirije a mim,perguntando-me:
"Estás admirado como o que vês??"
Preplexo,giro sobre as minhas pernas na direcçao de onde saía a voz e prescrutei por entre os matorrais para identificar quem me havia formulado tal pergunta.Insistentemente soa outra vez a mesma voz,perguntando-me por segunda vez:
"Estás admirado com o que vês??"
Dou um passo atrás.Nao sentia medo, e respondo com uma pergunta:
"Olá.Quem é?.Onde está que nao o vejo?."
"Aqui!.Estou mesmo á tua frente",responde a voz, enquanto eu começo a dar-me de conta que era o Castanheiro que me dirigia a palavra.
Recompondo-me respondo-lhe "que sim, estava admirado com tamanha imponência,beleza e armonia,e que me resultava dificil entender como havia fraguado uma árvore com tal porte,cuja sombra e frutos me deixavam assombrado".
Umas milésimas de segundo de silêncio que se rompe outra vez com aquela voz, que me deixava atónito,sem forças,sem medos,mas que me inspirava uma sensaçao de paz, que parecia que me pertencia,que fluía de dentro de mim, e diz-me:
"Pois isto é o fruto do cuidado e do amor daqueles que me rodeiam, que me fazem sentir que sou querido e faço parte das suas vidas".
"É!!.Sim tens razao!.Nao só os outros seres vivos necessitam de cuidados para chegarem a esse altivo porte,e darem os frutos que têm com carinho.Nós os Humanos também necessitamos do mesmo.Para nos sentirmos como tu de grandes,necessitamos ser amados,queridos,utéis,saber que nos necessitam, e o fruto disso tudo sao as relaçoes Humanas entre amigos,familia,sociedade,onde aparece a boa formaçao civica,o respeito, amor, a amizade e o retribuir.
Sabes,Castanheiro,Eu sou como tu.Sou grande e estou em Armonia, porque sei que sou amado, sou querido,sinto-me útil e dou o que recebo."

viernes, 12 de marzo de 2010

Perdao

Seis letras,
só seis letras, compoem a palavra PERDAO
que gera um sentimento de culpa e humilhaçao,
mas que dignifica a quem pede
e a quem cede

miércoles, 3 de marzo de 2010

Un Paso atrás

Hoxe asaltoume unha pergunta á cual tuve que atopar respostas a contra relóxio.
Que pasa con a o Home moderno e industrializado?Porqué teñen tanto afan de recoñecimento e de protagonismo?Porqué sufren tanta dislexia sentimental?.
Creio que a resposta está no vacio, maila a baixa autoestima que o Home ven desenvolvendo pola presión social na competitividade, en igualar ós seus semellantes na aquisición de bens materiais, a unha velocidade vertixinosa, pois a vellice está á porta.
O Home xá non sabe viver a vida,confunde formación como Humanos, con traballo e ostentación material, difundindo unha imaxen irreal de si mesmo, buscando o recoñecimento colectivo, con carteis de autoeloxios de "que bo son","que bonito son","Mira como estou ben na vida","Son tan bo que acabo de dar 20€ a este necesitado,he!! tu sacame unha foto para poder demostrar que o fixen".
Confunden empatia e altruismo con dar 20€ e alardeálo.
Confunden voluntariado, con aventuras e paseios onde se enchen de adrenalina, facendo depois alarde do mesmo, e en alguns casos utilizando como marketing persoal.
Confunden o respeito pola posición herárquica o status social.
Confundem amizade polo que poden aportar os demáis.
Confundem amor pola estabilidade económica,social o pola aparencia fisica.
O Home moderno vai por mau camiño,creio que camiña a pasos largos para a autodestruición.
O Home moderno quer ter tudo o que está no escaparate, sen ollar os meios para obtelos,porque renega a vellice,confundindo ostentación material e status social, con a eterna xuventude.
Pero, cando desperten un dia dese pseudo soño,encontraran unha dura realidade, que xá non poden dar un paso atrás, perdendo para sempre o que a vida obsequioles por havelas ignorado con sobérbia e desdén.

martes, 2 de marzo de 2010

Obra do Demo


Hoube un tempo que me dixeches
co teu corazón me pertencia.
Hoube un tempo que me dixeches
que nada nos separaria.
Crein en ti...
Crein nas palabras que brotaran
dos teus beizos,
como fermosas rosas de bermello carmin.
Pero...
Non foi asin...
Sangraranme as mans,polas púas que as adornaban,
mentras os meus sentidos as recollian,
feliz por imaxinarme o ser mais querido do mundo.
Que desilusión.
Descobrin mais tarde,
que as promesas son como rosas,
canto mais grandes mais púas teñen.
Hoxe,eiqui,con este lápiz na man,
doume conta que foi obra do Demo.
Pero a miña alma é libre e o meu corazón tamén.
Estan abertos ás cousas mais sinxelas e mais inportantes da vida,
Ó cariño que non demonstraches.
Ó amor que non sentiches.
E ó respeito que non tuviches.
A vida non é mais que o reflexo das nosas decisións e atitudes.
Que non che pase unha factura demasiado grande.